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sexta-feira, 4 de março de 2011

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti


Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti..

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Arquipélago

Cedo demais pra dizer, mas hoje ela acordou se sentindo diferente. Lavando o único rosto pelo qual era apaixonada até ontem, calçando seus pés que se arrastam na frente, maquiando os bocejos que a normalidade provoca. Reunião, banco, supermercado e sem-número de compromissos. Paralisa diante do espelho para refletir. Uma blusa, uma sombra, uma revisão nas axilas, um gargarejo ensaiado das coisas que precisa falar a pessoas com quem não deseja estar.
Ontem ela riu sentada em cima dos tornozelos nus no meu sofá-cama, aspirando o hálito de chuva que vinha da janela. Sentiu tesão e também que a vida podia ser maravilhosa noite sim, noite talvez. Já bem cedo de manhã, ela sente-se presa em círculos sociais viciosos. Falas amenas, tapas nas costas, risos agendados, poses corretas, unhas feitas, cabelos penteados. Nem um pouco a fim de trocar ideias, dar opiniões, perguntar horas, gestos óbvios, olhares diretos de gente que conversa olho-nos-peitos. Quer ser mandado às favas? Comente do tempo. Ela prefere esperar o que os pássaros verdes vão dizer.
Ela é assim, pertence só a quem quer pertencer. Não faz questão de pisar no que bóia na superfície de alguém, rir sem graça de piada formal e comedida. Por isso rodeia, rodeia e rodeia, e se faz tonta como uma pedra de gelo imersa no uísque amargo de um copo sem profundidade. E me contou, nem gosta de uísque. E não crê em horóscopo do dia, mas queria mesmo que ele dissesse, só hoje, que eu ligaria mais tarde pra dizer que vai ficar tudo bem e a gente vai se ver depois ou amanhã. Em intervalos, procura meu rosto na coluna social, na esperança de me encontrar num anúncio de amor, dizendo que preciso sim e urgentemente dela. Eu não disse isso ainda, mas penso nela de quando em quando. Toda noite.
Ela pega um café e tenta não roer a unha do dedão, enquanto passa o dia planejando os riscos do que já nasceu pra dar errado. Coisas a ver com dinheiro, conexões e vantagens. E recebe abraços comerciais, mesmo com preguiça de relações mercadológicas. Abre a gaveta, belisca uma bolacha molenga e sente-se um pouco sozinha, tipo uma ilha. Isso, uma ilha. E todos passam por ela sem perceber que aquele aflito é um amor disfarçado, tomando aquele corpo. Acha que não crê em deus, e quase mais ninguém, mas realmente acha que às vezes deus se manifesta em forma de suspiro coberto de chocolate.
Anda tão assustada com as pessoas, logo exausta de tudo, de juntar entulhos de construções mal-feitas. Não quer esperar mais nada da primavera. Nada de amores infinitos, laços presos, casórios, fusões, longas viagens, destinos imutáveis. Nessa altura dos dias, o amor não passa de uma mão quente, sexo seguro, boas risadas e algumas faixas de Simon & Garfunkel. Só não abre mão de largar aquele eterno gosto análogo de cigarro e vodca na boca seca.

Sua exigência solitária é poder, um dia, atravessar a rua sorrindo, abraçar forte e poder dizer que, putz, foi gostoso aquele nosso tempo. Aquele, quando depois de uma tempestade transatlântica, uma ilha encostou em outra ilha, mudou radicalmente o desenho da geografia e, juntos - pelo menos por um bom tempo - formaram um arquipélago desses azul, bem bonito

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Por muito tempo tive medo
Machucado e distante
Eu não queria aprender tão cedo
Que o importante é recomeçar

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se
curam
E essa abstinência uma hora vai passar...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Você pensa que suas palavras vão funcionar, elas só funcionam quando você deita e fecha os olhos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

I'll be waiting for you baby,
'Cause I'm through.
Sit me down.
Shut me up.
I'll calm down
and I'll get along with you.

domingo, 12 de dezembro de 2010

 eu gosto de vocês, e gostei de passar o dia com vocês, de ficar deitados em baixo da árvore que caia coisinhas, de ficar tirando folinhas um do cabelo do outro, de rir dos guris se machucando no escorregador com água (?) ashudasidu e obviamente de pegar um bronze né? (H)
 quero vocês o pertinho de mim o tempo maximo possivel, e como ja agradeci a nadine eo bruno, agradeço também a letícia linda e ao leonardo (só pros intimos) por cuidarem de mim, por me levarem na primeira festa solteira HAIDSHA, por me abraçarem quando taava com frio, por me encomodarem e poderia repetir tudo o que escrevi no post em que falei do bruno e nadine, mas não preciso.. vocês sabem o quão são importantes e quanto significam pra mim *-* e claro uma bitóquinha pro felipe charmoso UHDSIUDHA ;x